sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Professor


Professor

Buscando um ideal,
Transmite o que aprende,
Vence barreiras sem igual,
Mas não se arrepende.

Preocupado em ensinar,
Leva o aluno ao saber,
Problema irá encontrar,
Seu objetivo é resolver.

Às vezes a família é preterida,
Para cumprir metas estabelecidas,
Sem esquecer o amor familiar,
Muita força tem de encontrar.

Sejam crianças ou adolescentes,
Os alunos a quem deva ensinar,
A dedicação se faz presente,
Para personalidades modelar.

Por alguns, pouco reconhecido,
Cumpre seu dever com responsabilidade,
Tem glória, embora lenta,
De encontrar educandos formados.

Recebe melhor recompensa,
Sorrisos que nem esperava,
É o retorno ao que ensinava,
Ver seus alunos realizados.
                                                         (Extraído)

Nós, alunos do 9º ano 3 da E. E. Maria Umbelina em Cambuquira, agradecemos pela sua passagem aqui na nossa escola.
Muito obrigado!

Eu, professor, é que agradeço por saber que fiz o meu trabalho de forma condizente ao esperado por vocês. Por mais que o professor não seja reconhecido pelos políticos, o que vocês acabam de fazer é o que me move a continuar ser professor.
Obrigado meus filhos!
Do eterno amigo:

Prof. Jomar Alves

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Democracia Abstrata



Em pleno ano eleitoral é possível ver como funciona uma democracia. São candidatos pedindo votos, partidários fazendo campanhas para esses candidatos e por todas as esquinas e bares a discussão é a mesma: em quem votar? Isso é democracia real.
O que vem depois é que descaracteriza a democracia. Diga-se de passagem, nunca foi concretamente uma democracia desde os seus primórdios na Grécia Antiga, onde tudo começou. Lá, na Grécia Antigo, já havia acepção de pessoas que poderiam participar dos atos políticos, como as mulheres, os escravos e jovens ficavam de fora das decisões que se tomavam em prol da sociedade. Portanto, democracia que deveria ser do povo, para o povo e com o povo excluía alguns.
Em pleno século XXI as coisas não mudaram. Os candidatos se lançam em suas campanhas e prometem até o que nem sabem se existe ou se é possível. Simplesmente falam a língua do povo. Engodo. Promessas de campanhas são mais quebradas que juras de amor eterno. E sempre é preciso atacar o adversário com ofensas e agressões pessoais. Ataca-se a vida particular e pública como em uma rinha de briga. Isso é democracia. Fala-se o que quer e acaba por escutar o que não quer. Infelizmente faz parte das campanhas tentarem enfraquecer a moral dos adversários, mas não deveria ser assim. Afinal todos estão se candidatando a um cargo público, deixe que o povo veja ou investigue. O mesmo povo que deveria excluir esses atacantes, certos ou não, pois é prova de incompetência puxar o tapete. Será que não tem competência própria para se destacar mais e ser o eleito, o escolhido pelo povo. Isso é democracia, o povo escolher por si só. Afinal, no meio político, quem pode atirar a primeira pedra ainda não nasceu.
Em nossa sociedade é fácil perceber que a democracia não garante os direitos do povo como deveria ser em sua teoria tão ampla e maravilhosa. A política vira politicagem assim que os votos são contados e conferidos. Nem mesmo recebem o diploma ou tomam posse e começa a corrida por aquilo que é de interesse próprio, a saber, o que mais eu posso ter e o que vou fazer por esse ou aquele que me ajudou? É assim principalmente nas cidades pequenas. O clientelismo, o paternalismo, o populismo a favor de quem tem o poder. As promessas feitas se perderam.
Mesmo sendo uma democracia, a forma política brasileira deixa brechas para as armações dos políticos. Um exemplo é que os vereadores se candidatam para defenderem os interesses de suas cidades. No meio do mandato, quando eleitos, deixam os cargos em licença para se candidatar a patamares maiores. E o povo de sua cidade acredita que ele vai fazer mais sendo mais. Engano. Ao ser eleito deverá atender a mais cidades, a toda uma região, a todo um estado. Pode sim trazer recursos. Mas se fez isso sendo vereador, será que o próximo passo não será abandonar o cargo em troca de uma secretaria de estado, ou uma direção de estatal, ou quem sabe o que? Se faltou com a confiança depositada em sua cidade, traiu seus eleitores, não poderá lutar por uma região maior, com mais votos, com mais influência para futuros vôos mais altos?
Ainda em se tratando de políticos que abandonam um cargo eletivo para se candidatarem a outro, o descaso maior é que ao ser eleito o político deixa sua vaga para o seu suplente. Sinceramente nunca vi uma campanha para qualquer cargo em que aparece o suplente para ser votado caso o titular saia por algum motivo. Se o suplente não for qualificado azar do povo que não escolheu para representação deste. E agora como cobrar do seu candidato as realizações que não fez? O suplente não fez nenhuma promessa, portanto está isento de ser cobrado. O pior é que a democracia permite isso, deixar o povo de fora da suplência.
Outros pontos que descaracterizam a democracia é o direito de ir e vir garantido pela constituição, bem como o direito a moradia, a saúde, a educação e o direito de expressão. O povo elege e depois tem que se calar diante da lei que permite que políticos sujos e falsos sejam eleitos e reeleitos com direitos garantidos pelo Supremo Tribunal Federal. Essa é a Democracia brasileira.

Dia mundial de combate ao suicídio

                           Dia 10 de Setembro, Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.
É complicado falar de um assunto tão complexo. Muito mais complicado é entender o que leva uma pessoa a tirar a própria vida enquanto tantas mulheres anseiam pelo dia de serem mãe. Complicado entender uma diferença tão grande.
Não sei quando começou a se pesquisar estatisticamente o índice de suicídios pelo mundo, muito menos no Brasil especificamente. Uma coisa é certa. É preciso entender o que leva um indivíduo ao suicídio. E isso passa por todos nós. Não cabe culpar esse ou aquele setor sobre o que causa um distúrbio tão grave para que se tome tal atitude, atentar contra a própria vida.
Uma coisa é certa, o suicídio não é coisa da modernidade. Relatos históricos mostram que tal prática, horrenda por sinal, já vem de há muito tempo. Claro que se acentua com o passar do tempo devido até mesmo ao crescimento demográfico. Mas essa não é a causa e longe de tentar justificar essa ou qualquer outra. Porém é notório que quanto mais o homem evolui, mais longe da paz fica, mais longe de objetivos concretos, mais longe da felicidade e, principalmente, mais longe de uma estrutura espiritual condizente com seus anseios.
Durante toda a Idade Média havia a religião como parâmetro de comportamento, de conduta e de pensamento, mesmo que erradamente imposta à força pela Igreja Católica. Mas, bem ou mal, tinha algo que norteava as vidas na sociedade.
Vem o Renascimento, sócio-cultural e espiritual, e modifica este parâmetro. Encontra força no Iluminismo que coloca o homem no centro das atenções, o Antropocentrismo. A partir desse momento o homem passa a se interessar pelo “eu”, não é mais analisado coletivamente, mas individualmente, mesmo vivendo e convivendo em sociedade. Passa a valer o aqui e agora, o mundo criado, recriado e inventado pelo homem. A busca por realizações, por sucesso e por notoriedade são mais importantes do que se interessar pela fraternidade, um dos parâmetros iluministas. Quando estas ambições não são atingidas, por vezes objetivadas em tempo mínimo, vem a frustração, a sensação de fracasso e vem o desequilíbrio emocional. Consequência? Uma série de atitudes irracionais como o suicídio.
É impossível justificar o suicídio, porém alguns detalhes chamam a atenção. Quase sempre está ligado a um fracasso, sentimental ou profissional. A falta de um apoio psicológico, não apenas dos profissionais dessa área visto que o tendencioso ao suicídio não se considera um desequilibrado emocionalmente, mas, e principalmente da sociedade. As cobranças são muitas e em todos os âmbitos. Não há mais a compreensão dos limites individuais e muito menos são respeitadas as individualidades. Em um mundo capitalista o rendimento profissional sofre assédio psicológico constantemente. É o trabalhador que se não produzir igual a outro corre o risco de perder o emprego. É a hierarquia autoritária, déspota, absolutista, que vê o homem como máquina e até como brinquedo de seu poder. Onde fica o lado humano? No que produz, no que vale e quanto mais produz mais vale, é a mais valia pregado e apregoado por Karl Marx. Se não produz, não presta, é descartável. A família sofre. O individuo se culpa e a saída, em um breve momento de fraqueza é tirar a própria vida, até mesmo por vergonha de não poder sustentar a família, de não poder colocar comida na mesa dos filhos. A sociedade cobra e o preço encontrado é levar tal pessoa a sair de circulação, os “imprestáveis” por suas próprias vias.
Aprendi desde cedo que a maior sentença de morte chama-se desprezo. Podemos viver em meio a milhares de pessoas e não sermos notados. É o desprezo social. Um sorriso pode aliviar a dor de alguém que se sente um fantasma na multidão. Um bom dia desejado pode alegrar o dia de alguém e este pode vir mesmo a ter esperanças de ter um bom dia. Quem sabe não se está salvando uma vida? É a tal ajuda psicológica que não precisa de um diploma para ser administrada.
Combater o suicídio pode começar por um sorriso a qualquer que cruze o nosso caminho. Um aperto de mão sincero e amável. É o amar aos outros como a ti mesmo. Sábias palavras de um Jesus.
       
Prof. Jomar Alves 

sexta-feira, 30 de julho de 2010

AMOR


Ah! O amor!
Por séculos e mais séculos tenta-se explicar o amor. Quando mais é tentado, mais se descobre que o amor não tem explicação.
É simples e ao mesmo tempo complicado.
Destrói o que ele mesmo destrói. E depois reconstrói.
Corrói, machuca, dilacera o coração dos românticos. É condenado, absolvido. Odiado e amado.
Isso é o amor.
Como explica o que se sente por uma pessoa que mal passa em nossas vidas e nos arrasta para loucuras que não têm medidas. Que nos leva às alturas e depois nos solta sem para-quedas. Em queda livre, nas asas da desilusão.
Isso se chama amor.
Não pede licença. Entra sem bater. Toma conta e se apodera de tudo e todos. Ocupa espaços onde menos imaginávamos existir. Não há frio. Não há amor. Não distância. Mas há saudade. Um beijo, um afago, um olhar. Qualquer coisa serve para lhe dizer: Eu te amo!
Isso é o amor.
Que o amor seja eterno enquanto dure! Vinicius que me perdoe. Que o amor seja eterno enquanto você existir, meu amor!
Isso é o amor.
Não se explica. Se sente.
Não fala. Não ouve. Mas traduz tudo, tudo, tudo!
Isso é o amor.
Como explicar um sentimento que nos leva a nos aproximarmos de uma pessoa que tomará nosso espaço, nossa atenção? Com quem escreveremos um capitulo de nossas vidas, que jamais será apagado. Será eternizado sem qualquer mudança?
Isso é o amor.
Que venha esse bichinho esquisito contaminado de sensações adversas e gostosas. Quero sentir e fazer você sentir que as nuvens estão aos nossos pés e as estrelas em nossas mãos. A noite nos aguarda e quero saber, sentir que jamais passará. Que seja eterno como o amor enquanto você existir nos meus braços, no meu olhar, no meu viver!
Isso é o amor.
Não tente explicar o amor. Não tente lutar contra o amor. Não tente modificar o amor. Pois ele, o amor, é inexplicável, invencível imutável.
Isso é o amor.
Alguém, um dia, em um lugar, em um momento, no tempo certo chegará a você como chegou para mim e para muitos outros eternos românticos amados e amantes. O amor não avisa. Ataca.
Isso é o amor.
Filósofos tentaram e vão continuar tentando explicar o amor. Em vão.
A ciência jamais chegará perto do que pode ser essa sensação arrebatadora.
Porque isso simplesmente é o amor.
Intocável.
Luar, campo, paisagens ou mesmo entre quatro paredes. O que importa é que o amor está no ar para ser aspirado com sua bactéria contagiante.
Jogar-te-á na cama se não correspondido. Será dolorido e jurará que jamais se entregará para essa febre chamado amor. Podes jurar, mas nunca diga nunca. Porque isso é o amor.
Vai. Aproveite esse momento. Eternize esse instante. Seja feliz enquanto ame. Grite, chore, ria, corra, ande, faça tudo por esse amor. Não deixe que passe segundos de vida sem sentir o que é o amor. Não espere. Não chame. Receba. Doe-se. Se entregue. Ame e será amado.
Isso é o amor.
Diga eu te amo sem medo de ser feliz. Sem hipocrisia. Com sentimento. Do fundo do seu coração. Deixe a razão de lado e embarque nas asas da emoção. Porque o amor não tem explicação. Como não tem ridículo para o que ama.
Isso é o amor.
Não precisa dar satisfação. Nem desculpas para amar.
Isso simples e puramente é o amor!
Minha linda Cy, eu te amo!

terça-feira, 27 de julho de 2010

O MEDO

O medo é uma reação em cadeia no cérebro que tem início com um estímulo de estresse e termina com a liberação de compostos químicos que causam aumento da freqüência cardíaca, aceleração na respiração e energização dos músculos. O estímulo pode ser uma aranha, um auditório cheio de pessoas esperando que você fale ou a batida repentina da porta de sua casa.
Esse sentimento de medo não é por todo mal. O medo nos faz reconhecer nossos limites e quando estamos prestes a ultrapassar esses limites uma luzinha amarela pisca em nosso cérebro como quem diz: “opa, será que é isso mesmo que devo fazer?” Mas por que sentimos medo?
Se não tivéssemos medo, não teríamos nenhum receio de carros em alta velocidade, de animais venenosos e de doenças contagiosas. Tanto nos seres humanos como nos animais, o medo tem por objetivo promover a sobrevivência. Com o decorrer do tempo, as pessoas que sentiram medo, tiveram mais pressão evolutiva favorável.  O instinto de sobrevivência então fala mais alto que qualquer outra coisa e isso é fruto do medo. O medo "normal" vem de estímulos reais de ameaça à vida.
Além dos perigos iminentes e reais, nossos temores podem aparecer por causa das associações que fazemos ao longo da vida. Por exemplo, uma criança que teve sua casa destruída durante uma tempestade pode sentir-se ameaçada por uma tragédia toda vez que chover intensamente. Querendo ou não, sua mente fará essa relação. Ou pessoas que passaram por muitas privações quando crianças e que não tinham o que comer, ou "brigavam" com os irmãos pela comia, pode desenvolver uma tendência de comer exageradamente, como se sentissem, ainda que inconscientemente, medo de passar fome novamente ou então para compensar aquilo que não tiveram.
Isso pode ocorrer. Nossa mente inconsciente é atemporal: não tem passado nem futuro. É como se tudo estivesse sendo vivenciado no momento presente. Não há discernimento do que aconteceu, o passado e o presente se misturam. O medo de que não vai conseguir é muito comum e acaba interferindo diretamente na auto-estima, no amor-próprio e na autoconfiança. Uma pessoa que não age por medo de não conseguir, não acredita em sua capacidade e, assim, está perdendo também a oportunidade de reverter todo esse quadro.
Afirma-se que o medo é o maior inimigo do homem. O medo está por trás do fracasso, da doença e das relações humanas desagradáveis. Milhões de pessoas têm medo do passado, do futuro, da velhice, da loucura e da morte. O medo é um pensamento em sua mente e você tem medo dos seus próprios pensamentos.
Todos os seres humanos têm medo. O medo é uma defesa que nosso organismo usa para nos defender. É o medo que proporciona energia para reagir diante do perigo. Uma pessoa sem medo poderia sofrer muitos acidentes.
Portanto, para superar o medo é preciso se conhecer melhor, saber até onde pode ou não ir, conhecer seus próprios limites. Encarar desafios faz parte da superação desse sentimento que assola inúmeras pessoas e "nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar." (William Shakespeare)
Se ganha forças, coragem e confiança a cada experiência em que enfrentamos o medo. Temos que fazer exatamente aquilo que achamos que não vamos conseguir. Se tivermos medo de tentar, estamos assinando nosso atestado de incompetência. Como saberemos que não conseguiremos se não tentarmos?
No fundo é necessário sabermos que o outro lado de todo o medo é a liberdade.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

PAÍS BRASIL... NAÇÃO FUTEBOL!

Um país, de uma forma geral, é um território social, político, cultural e geograficamente delimitado. A maioria dos países é administrada por um governo que mantém a soberania sobre seu povo e seu território, garantindo assim o funcionamento e a ordem do fluxo de atividades que envolvem a sua economia e a sua sociedade. Essa é a definição correta para um Brasil, autônomo, independente e soberano.
Temos um território vasto de multiculturas e raças que, juntos, formam um povo rico e alegre. Mesmo com divergências em opiniões o país tem por característica o patriotismo por seu estado e conduta deste. Ai de quem tente invadir seus direitos ou tomar parte do que se chama”nosso”. Pega-se em armas, se vai a batalha. Enfim, o país tem porque existir. É orgulho as cores verde e amarelo.
Já nação é a reunião de pessoas, geralmente do mesmo grupo étnico, não necessariamente como acontece no Brasil, falando o mesmo idioma e tendo os mesmos costumes, formando, assim, um povo.
Mas, a rigor, os elementos território, língua, religião, costumes e tradição, por si sós, não constituem o caráter da nação. São requisitos secundários, que se integram na sua formação. O elemento dominante, que se mostra condição subjetiva para a evidência de uma nação assenta no vínculo que une estes indivíduos, determinando entre eles a convicção de um querer viver coletivo.
Esse sentimento de nação no Brasil só acontece de quatro em quatro anos. É o momento do Campeonato Mundial de Futebol, a Copa do Mundo. Nesse momento o brasileiro, mesmo os naturalizados, se unem em um único bem coletivo: torcer pela Seleção Brasileira. Não se distingue o torcedor palmeirense do corintiano, o flamenguista do vascaíno, todos vestem a mesma camisa verde e amarela, torce pelo artilheiro do time rival nacional, o que não aconteceria em um campeonato de cunho regional ou nacional. É impressionante como nesse momento de Copa do Mundo todos são um: Brasil. Nada mais importa.
Não existem partidos políticos, muito menos sessão parlamentar. Ou melhor, tem sim, mas durante a euforia do povo, à surdina da emoção que envolve o povo e tudo passa despercebido. Exemplo é a recontratação pelo senado de mais mil e duzentos funcionários terceirizados ao custo de mais de dois milhões de reais ao mês para os cofres públicos, o bolso do contribuinte. É o efeito Copa.
Só nessa época é que o brasileiro se une. Só nessa época a casa fica desguarnecida porque todos estão vibrando com a camisa verde amarela. É a hora que o ladrão de colarinho branco faz a festa. Como se diz em bordão de rodéios “é a hora que o filho chora e a mãe não vê”. Se o brasileiro tivesse esse mesmo espírito nacionalista na hora de votar, se os políticos tivessem esse mesmo espírito nacionalista na hora de governar e se todos, todos mesmo, se tornassem nacionalistas a cada milésimo de segundo de vida neste país Brasil, as decisões seriam mais fáceis e de maior alcance. Não existiria disputas de partidos, pois todos teriam um só objetivo. Seriam cento e noventa milhões de brasileiros em ação, gritando “prá” frente Brasil, salve nossa nação!
É o país Brasil vivendo um raro momento de nação, uma nção de chuteiras. São quase quarenta dias em que todos os brasileiros são iguais, sem distinção de classe, cor, sexo, religião ou opinião. Todos são brasileiros de coração verde e amarelo. Se a seleção canarinho ganha, ganham todos. Se perde, choram todos. Mas só neste momento, porque depois volta tudo ao normal. Cada um por si e Deus por todos.

NA TELINHA DA TV

A banalização dos programas de tv se mostra cada vez mais presente no nosso dia-a-dia. O que anda entrando em nosso lar pela telinha mágica de nossas televisões é de causar assombro, chegando à raia do nauseante principalmente aos domingos.
Olhando pelo prisma fundamentalista de algumas religiões que condenam seus membros que assistem à televisão, veremos que, em certos pontos, eles têm razão. É difícil, mas não impossível, encontrar programação em que não faça apologia à violência, depravação, desmoralização do caráter e/ou sadomasoquismo. Até mesmo a programação tida como infanto-juvenil está carregada de violência, de trupes com super-poderes que sangram até a morte ou cometem todo tipo de covardia com seus rivais.
É de assombrar o quanto de audiência que programas como Pânico Na Tv (RedeTv) tem no domingo à noite com quadros bisonhos cheio de covardias, sadismo e masoquismo sem o mínimo de conteúdo para qualquer tipo de cultura, chega ser ridículo e patético o programa. Mesmo assim é a grande concorrência do Fantástico (Globo), tudo bem que o Fantástico não seja mais “o Fantástico”, mas ainda é informativo cultural. O Gugu Liberato com seu fim de tarde repleto de favores é ótimo, no entanto tem partes que favorecem a pessoas que nem sempre precisam, principalmente quando resolve decorar quartos de crianças que moram em condomínio fechado, em casas com carros na garagem, cujo quarto é uma verdadeira suíte. Será que ele anda vendo as crianças de Santa Catarina dormirem em papelões no chão tremendo de frio? O que não dizer das pegadinhas do Silvio Santos onde a mais engraçada é aquela que usa de covardia com as pessoas, muitas vezes idosos? O Faustão se esbalda balançando a pança quando em suas vídeo-cassetadas, alguém cai não se importando se a pessoa pode ou poderia ter um acidente sério, é o puro sadismo em pessoa.
Já passou da hora de selecionar o que entra em nosso lar. Não dá para aceitar que programas como esses, vazios de entretenimento saudável ou que em nada sirva de engrandecimento para o conhecimento continuem a influenciar os jovens. A MTV tem programação em que mostra claramente personagens se embebedando ou cheirando cocaína. É um absurdo. Ainda bem que Rede Tv e MTV são canais que precisam de antena parabólica para captação, assim ameniza, não muito, o problema. Não estou aqui sendo favorável à censura na tv, apenas afirmo que podemos escolher o que vemos e é melhor pensar no que ganho do que perder o meu tempo com programação fútil.
Pais vejam o que seus filhos estão vendo. É com a audiência que os programas continuam ou não, quando não há audiência o programa é obrigado a trocar seu conteúdo para captar mais audiência ou são tirados do ar. Pensem nisso senhores pais. Ainda tem programa que vale a pena assistir. Para quem tem parabólica então as opções são varias: Tv Escola, Aparecida, Vida, Record, etc.
 
Visitantes adquiriram informação e conhecimento!