Na edição 977 deste jornal – 28/11/2011 a 04/12/2011 - foi publicado o artigo “EU PROTESTO” de autoria do Prof. Jomar Alves em que cita o nome do senhor, até então secretário de Cultura, Lazer e Turismo da cidade de Três Corações, VALÉRIO ANTÔNIO NEDER ANDRADE como responsável pelo departamento de trânsito da mesma cidade, o que NÃO é verdade. Por este motivo, eu, Prof. Jomar Alves, venho a público PEDIR DECULPAS ao citado senhor pelo engano provocado por informação errada recebida da Ouvidoria da Prefeitura Municipal de Três Corações, tendo ainda acreditado ter conversado via telefone na própria ouvidora com o citado senhor. O responsável, ou responsáveis, pelo trânsito nesta cidade, segundo site não atualizado da prefeitura, o Departamento de Trânsito, fica sob responsabilidade dos senhores Itamar Procópio, responsável pelo Departamento de Trânsito e Jorge Bugari, especialista técnico na Área de Trânsito da cidade, portanto, a quem de fato me dirijo no citado artigo e NÃO ao senhor Valério Antonio Neder Andrade, para quem publico este meu pedido público de desculpas. Lamentável minha falha. O mesmo artigo estará sendo retirado de meu blog onde no lugar coloco este meu pedido formal de retratação. Mais uma vez, peço desculpas ao senhor Valério e aos leitores. Mas que os responsáveis de direito entendam a mensagem do artigo direcionada a eles.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
RESSACA
Normalmente se associa ressaca à abstinência de bebida alcoólica, ou ao efeito depois de uma noitada regada a bebidas, normalmente pela manhã, mas que ganha forças com o passar das horas. Porém também é, e principalmente, o movimento anormal das ondas do mar sobre si mesmas na área de rebentação, causada por rápidas e violentas mudanças climáticas. Quem já viu um mar de ressaca sabe bem o quanto é assustadora e perigosa essa tal ressaca.
Porém se pode dizer que ressaca é uma sensação estranha que se sente após alguns fatos que nos leva a pensar por que tomamos certas decisões ou não tomamos. Também podemos ter uma tremenda ressaca após uma perda, uma derrota ou uma decepção. Quando a decepção ou frustração é no amor então nem se fala. É a pior ressaca. Os adolescentes que o diga.
Cada ano que se inicia a sensação de ressaca se reforça, e não é ressaca alcoólica, mas de saber que nada mudou. Tantas promessas que se faz no badalar – ainda existem relógios com badalos nas casas? – da meia noite de 31 de Dezembro de todos os anos que não amanhecerão com o mesmo e firme propósito. A mais frustrante das promessas é a que se faz com o desejo de que “este ano serei feliz, mudarei minha vida e procurarei só o que é melhor para mim!” Essa é a real intenção. Mas de boas intenções o inferno está cheio, como diz o adágio popular. É preciso ação, atitude e começar a fazer.
Este ano em especial, como a cada dois anos no Brasil, é possível começar a trilhar um caminho mais seguro para a realização de alguns passos rumo à realização. É ano eleitoral, então é hora de curar a ressaca, aqueles que a tiveram, das eleições passadas. O ruim da ressaca eleitoral é que dura oito ou quatro longos anos, por isso ser mais um motivo para saber o quer fazer com o voto, que decisão tomar na hora certa e como tomar essa decisão passa por um longo processo – senadores oito anos e demais cargos quatro anos – de observação, acompanhamento e informação dos resultados esperados e obtidos dos votos dados aos escolhidos. O que gera a ressaca política é tomar a decisão errada ou a decepção com os seus escolhidos. Daí repetir a dose quando se tem ressaca é pedir para sofrer ou correr o risco de se viciar no que é ruim e nocivo.
Uma ressaca que se tem vivido nesta cidade são as decisões erradas, política e administrativamente falando, em nossa cidade e tão questionadas, mas sem explicações que dêm uma satisfação à população. A que ultimamente está em discussão é a mudança nos pontos de paradas dos coletivos, urbanos e semi-urbanos, no centro da cidade. O descaso com a população vai de encontro às decisões dos grandes centros que, como esta cidade, sofre com o fluxo de automóveis. Todas, absolutamente todas, escolhem oferecer um transporte público de qualidade que faça a população optar por este tipo de locomoção para que deixem seus automóveis, muitas vezes com apenas um passageiro, em casa e desafoguem as ruas e avenidas da cidade. Aqui é o contrário. Tiram-se os ônibus que poderiam ser usados para se chegar ao hospital, por exemplo, para que os carros tenham mais espaços de tráfego. Qual a lógica de tal decisão? Uma única: favorecer os que têm carros e oprimir os que não têm. Mais carros nas ruas, mais trânsito, mais engarrafamento, mais confusão. Então, quantas pessoas cabem em um ônibus e quantos cabem em um carro? Matemática lógica. Um dos grandes problemas que o Brasil enfrentará na sua estruturação para a copa nas cidades que receberão jogos é justamente o transporte coletivo que a FIFA cobra em todos os países. Li neste jornal que Três Corações passa a fazer parte da rota da Copa de 2014. Como ficará o transporte coletivo cobrado pela FIFA? “Ah, mas Três Corações não receberá jogos!” Mas e os turistas que se espera receber sendo a “cidade do Pelé? Essa é uma ressaca que muitos estão sentindo por não poderem exercer o direito pleno de ir e vir em condições dignas de transporte que atenda à população como um todo e não apenas à parcela mais favorecida. Mas 2012 está aí e as urnas nos esperam, por isso é hora de pensar em quem pensa na gente e não só nos seus, da mesma classe e mesmas condições sociais. O voto será, ou ao menos deveria ser, o nosso anti-ácido contra essa ressaca.
Outras atitudes, desta vez as não tomadas, nos faz pensar na dor de cabeça de uma ressaca, principalmente neste período de chuvas que, graças ao bom Deus, não causou estragos em nossa cidade como em tantas outras de Minas Gerais. A rede de esgoto, por exemplo, que começa no Jardim Fabiana e termina no Jardim Paraíso continua sendo despejado em um mísero córrego a céu aberto, trazendo mal cheiro e transtorno para a população que lá habita. E aí, até quando? Será que a atual administração e os seus irão até lá pedir votos com a promessa de que resolverão o problema que está estacionado há quatro anos? Seria muita cara de pau, mas que é totalmente possível.
É, a ressaca de bebidas e do mar passa com menos tempo que a ressaca política, porém todas elas têm solução. Pense nisso.
Em comentários aqui, deixe sua opinião e veremos o que podemos fazer juntos.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Felicidade
A felicidade é um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude estão ausentes. Abrange uma gama de emoções e sentimentos que vai desde o contentamento até a alegria intensa ou júbilo. A felicidade tem, ainda, o significado de bem-estar espiritual ou paz interior. Existem diferentes abordagens ao estudo da felicidade. O homem sempre procurou a felicidade. Filósofos e religiosos sempre se dedicaram a definir sua natureza e que tipo de comportamento ou estilo de vida levaria à felicidade plena. Mas como atingir o êxtase do que chamamos de felicidade?
Ao recordar o ano de 2011 podemos notar que foi o ano dos protestos por todas as partes do mundo. Para mim o protesto mais marcante não foi um só, mas uma coletânea de protestos chamados de Primavera Árabe. A busca por melhores condições e por direitos de participação nas decisões políticas com mais democracia foi vista como solução para todos os problemas em muitos países árabes. Alcançando a desejada democracia tudo se resolveria e a felicidade geral seria alcançada por milhares de pessoas que se sentem acuadas e insatisfeitas. Será?
Vivemos em um país legitimamente democrático. Não precisamos protestar por participação social. No entanto não usufruímos desse direito e jogamos a culpa de nossa insatisfação nos governos, mas continuamos a cometer os mesmos erros todos os anos, dia a dia e não percebemos que podemos mudar nossa insatisfação. Para Márcia Homem de Mello, “felicidade é um sentimento que expressa de alguma forma, satisfação em ter uma necessidade saciada, um projeto realizado. E compreender essa sensação, é saber individualizar no universo pessoal, pois o que é motivo de felicidade para uns, pode ser de infelicidade para outros. É um sentimento que pode diferenciar em cada instante tendo significados diferentes.”
Depende de cada um, sabendo que só conta consigo mesmo para realizar seus desejos, vontades e projetos. A procura do autoconhecimento ajuda na transformação de desejos em vontade e da vontade em projeto de vida. Aprendendo a ser responsável pelas próprias escolhas, assumindo o sofrimento dos erros e fracassos e o gosto das conquistas e vitórias. É assim por toda a nossa vida.
O que precisamos para ser felizes é acreditar que podemos, que precisamos e que vamos conseguir. Pode não ser fácil, mas não é impossível. A felicidade pode estar nas mínimas coisas que não percebemos. Um sorriso de uma criança ao receber uma atenção especial pode substituir um presente caro. Um “eu te amo” dito olhando direto nos olhos da pessoa alheia é o suficiente para evitar um suicídio. Um bom dia, um pedido de desculpa e um aperto de mão são suficientes para que alguém se sinta valorizado. Tudo isso é individual, não precisa ir às urnas em dia de eleição e muito menos de protestos para que se tenha o direito de fazer estas mínimas coisas. Só depende de cada um, só depende de nós. Podemos ser felizes. Podemos alcançar a felicidade todos os dias, dia após dia e construirmos uma sociedade melhor para nós mesmos.
Então, o que é a felicidade para você? Os invejosos destroem, menosprezam a vitória do outro, porque assim, deixam de olhar para si, e ver que para eles faltou a coragem e a força do outro para ser feliz. Muitos querem dinheiro, fama, poder, coisas terrenas e materiais para se sentirem felizes. Esquece-se que a felicidade não tem forma e nem tamanho, não tem cor e nem cheiro. Simplesmente existe por a buscamos dentro daquilo que idealizamos.
Não há fórmula secreta ou mistério para a felicidade. Todos estão à procura da felicidade. Ninguém diria em sã consciência que não deseja ser feliz. Como já disse nosso querido amigo, Divaldo Pereira Franco, “O grande desafio da criatura humana é a própria criatura humana, ou seja, o nosso grande desafio somos nós mesmos, nosso autoconhecimento”. Está aí a chave da felicidade.
Será que estamos condicionando nossa felicidade a algum acontecimento? A algum bem material, a alguma pessoa? Será esse o caminho da felicidade? Certamente, não. A felicidade não está fora de nós. Ela é, antes de tudo, um estado de espírito, uma maneira de ver a vida e não a um determinado acontecimento. Ser feliz é uma atitude comportamental frente à execução da tarefa a que viemos desempenhar na Terra. Ser feliz, em enfim, é preciso querer. Basta querer e podemos alcançar a desejada felicidade com o pouco que cada um tem. Responda para você mesmo: você é feliz?
sábado, 22 de outubro de 2011
A Voz da Juventude
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A Voz da Juventude
(Rapper Rafael Hernando Nogueira – Raciocínio Tático, Três Corações, MG
O texto a seguir é a resposta de uma juventude antenada a uma campanha em prol dos professores devido a algumas palavras do governador do Ceará que disse a seguinte frase sobre os professores fazerem greve por melhores salários e condições dignas de trabalho:
"Quem quiser dar aula que faça isso por gosto, por amor, e não pelo salário. Se quiser ganhar melhor, peça demissão e vá para o ensino privado!..." Cid Gomes - Governador do Ceará
“Infelizmente nosso país é muito mal ministrado, governado e liderado. Todos nós sabemos que a educação é o elo fundamental para que sejam criados melhores cidadãos, pessoas de bem, que um profissional bem remunerado se dedica com muito mais gosto pelo aquilo que faz, e que o professor deveria sim ter um salário digno e equilibrado conforme necessita, mas também sabemos que quanto mais bem educados, quanto mais bem informados, quanto mais soubermos, mais perigosos nos tornamos, se bem instruídos nos tornamos uma ameaça, pois assim reivindicaremos nossos direitos, colocaremos os abastados que nos manipulam e nos sugam na parede fazendo com que cumpram seus deveres. E disso eles têm medo por isso limitam o quanto e o que devemos aprender. O professor é uma das pessoas mais importantes em nossa sociedade supostamente democrática, é dele que obteremos o conhecimento necessário para a vida, eu pelo menos acredito nisso, mas enquanto muitos de nós, enquanto o povo acreditar e reeleger políticos corruptos, acreditar que está tudo bem, que somos bem governados, que o prefeito é bom porque cedeu ônibus para levar crianças a escola, que o prefeito é bom porque recuperou uma rua esburacada ou reformou as avenidas nas áreas centrais, nada irá mudar; a única coisa que irá mudar será o número de demônios engravatados debochando de nós em CPIs inúteis que acabam em pizza, enquanto o povo se omitir e acreditar que somos pessoas livres em um país capitalista que paga somente o necessário para que a mão de obra barata retorne para enriquece - los mais, pode ter certeza de que enquanto formos cegos em questão desses pontos citados, o governador do Ceará – Cid Gomes - continuará sendo apoiado por muitos de nós, haverá nas redes sociais, Vereadores como o de Taubaté Rodson Lima do PP gritando aos quatro cantos que desfruta do dinheiro público, dinheiro esse retirado de forma brutal e informal de nossos bolsos para obter regalias. Enquanto a desinformação for o nosso ponto fraco, os monstros das câmaras, os monstros das prefeituras, senados, planaltos, continuaram nos desfalcando e se sentindo no direito de dizer essas barbaridades. Temos que alertar os alienados e aqueles que assim como nós pensa dessa forma e declarar guerra aos ditadores imorais de nosso país.”
Rapper Rafael Hernando Nogueira – Raciocínio Tático
Será que é preciso dizer mais? Espero comentários.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
De Política e Futebol
Se tiver uma imagem brasileira, junto com a fama que carrega e que corre o mundo é o futebol, acompanhado do carnaval e suas mulheres. A paixão por este esporte é tanta que muitos chefes de família abrem mão de comprar o leite para os próprios filhos para juntarem o dinheiro e poderem ir ao estádio prestigiarem um jogo do seu clube favorito. Esse amor é incondicional e intransferível.
O futebol no Brasil e no mundo move montanhas de dinheiro. Haja vista os bilhões que se gastam atualmente para trazer a Copa do Mundo da FIFA para o Brasil. Onde estavam os bilhões agora investidos em infra estrutura, estádios e patrocínios que antes todos os governos alegavam não terem para suprir uma necessidade básica nacional que é a saúde, que, aliás, continua um caos? Mas o brasileiro torcedor não está nem um pouco vermelho com a descarada enganação de que o povo é que sairá ganhando com os investimentos feitos. Será?
A questão que se levanta aqui é se o brasileiro gostasse de política como gosta de futebol as coisas seriam bem diferentes. Dá para imaginar um grupo de eleitores cercando um vereador em frente à câmara e partissem para a agressão, a qual sou contra terminantemente, porque o vereador em questão não aprovou um projeto que beneficiasse o logradouro dos agressores, tal qual aconteceu com o jogador do Palmeiras que apanhou em frente à loja do clube devido aos resultados negativos do clube? Que cena...
Já que estamos “viajando na maionese”, bem que os eleitores-torcedores podiam fazer batucadas pelas ruas com faixa de “fora fulano”, “mercenário”, “pede prá sair nº 1”, amarrar faixas de seus partidos de cabeça para baixo nos lugares públicos, fazer pressão para a retirada de “político-jogador”, do “político-técnico”, enfim, trazer as manifestações dos estádios de futebol para a sociedade política com o mesmo afinco e paixão futebolística. Seria muito interessante isso no ponto de vista sociológico.
Na verdade, tanto no futebol quanto na política a filosofia é a mesma. Em ambos os casos o povo é que manda, só que na política não há envolvimento dos eleitores, que no caso do futebol são os torcedores. Porque se houvesse manifestações do mesmo porte na política, as belas poltronas das câmaras estariam lotadas – e olha que não se paga para entrar nestes locais - com gritos de apoio e de protestos se fosse o caso. Haveriam bandeiras deflagradas e faixas de manifestações. Mas não há, infelizmente. Tudo continua na mesma porque o povo não enxerga que tudo está e ficará na mesma justamente por apatia popular quanto à política. Não há envolvimento. As reclamações cessam quando a rua do eleitor é asfaltada e sua residência é valorizada pela localização, independente de o esgoto ser jogado nos fundos de sua casa a céu aberto, como acontece no meu bairro. Independente de se procurar um posto de saúde e escutar que não há médico especializado para o seu mal e que terá que pagar um médico para ter o seu mal sanado. E quem não pode pagar? Vende a casa valorizada pelo asfalto e salva sua vida ou bate palmas pelo asfalto lindo em frente sua casa?
Se paga a um Ronaldo gaúcho a bagatela de R$ 1 milhão e 400 mil por mês para jogar futebol. Se ele fizer gols ou ajudar seu clube ser campeão, os torcedores ficam satisfeitos em pagar um ingresso de R$ 50,00 por jogo. Será que os mesmos torcedores ficariam satisfeitos de pagarem o mesmo salário para um prefeito ou vereador se um deles colocasse sua cidade como a melhor do Brasil e do mundo? Duvido! Mas em qual caso o brasileiro, de um modo geral, torcedor sairia realmente ganhando? Essa eu respondo: pagando ao prefeito ou ao vereador, já que os benefícios seriam para a cidade na qual eu moro, enquanto no caso do jogador de futebol o ganho é só dele, porque se o clube for campeão o torcedor não consegue nem desconto para o ingresso nos campos, muito pelo contrário. Não são os políticos que ganham muito, mas é porque fazem pouco.
“Panis et circenses”, que significa "pão e jogos circenses", mais popularmente citada como “pão e circo”. Esta foi uma política criada pelos antigos romanos, que previa o provimento de comida e diversão ao povo, com o objetivo de diminuir a insatisfação popular contra os governantes. Seria a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 plágios da política romana com um claro reflexo na política local? Está na hora de mudar essa história.
O Rap na escola
Na noite de 05 de Outubro passado o grupo de rap Raciocínio Tático fez o lançamento de seu cd “Veredito Categórico” diante de uma platéia de alunos na E. E. Luiza Gomes Lemos, dentro de um projeto jovem chamado “Voz de Quem Não Tem Voz”, cujo objetivo é levar mensagem de antidrogas e não à violência aos jovens.
O grupo é formado pelos jovens Rafael RT, Douglas e Alex, última formação do grupo que existe desde 2007 e que lançou o seu cd de forma independente, pois, segundo os integrantes do grupo, um ofício com pedido de parceria foi mandado à Casa de Cultura, mas que não receberam qualquer retorno. Portanto, a iniciativa de um cd independente foi a solução para que o objetivo de levar uma mensagem de protesto contra os males da sociedade através das letras de suas músicas não se calasse.
Dentre as músicas constantes no cd “Veredito Categórico” o assassinado do jovem Pablo, amigo dos componentes do grupo, é citado como exemplo e manifesto contra à violência. A mensagem é forte e serve de alerta à sociedade e se encontra na música “Ruas de Luto”.
Rádios da cidade já estão tocando o trabalho do grupo, mas, segundo os mesmos, ainda há uma resistência a este tipo de música, no entanto, segue a opinião do grupo, quando se houve o rap como mensagem social, esse ritmo mostra o que pensa o jovem sobre a sociedade: “não se pode analisar um rap por algumas palavras, mas pelo todo que ela fala, e sempre há uma mensagem que se tira proveito. Claro que nem sempre a arte é usada de forma saudável, mas isso acontece em todos os tipos de arte e nem por isso o rap é pior que as outras”, conclui o grupo.
O projeto “Voz de Quem Não Tem Voz” abrange, além da música, palestras e distribuição de panfletos com mensagens sadias aos jovens.
Em breve, os CDs estarão à venda direta ou indiretamente com o grupo, que espera um apóio da sociedade comercial para a divulgação de seu trabalho.
São jovens falando aos jovens de forma que eles entendem.
Jomar Alves
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